sábado, 15 de dezembro de 2007

Enjoy The Holidays


I forgive, but I never forget.

I am able to change so I live without regret, without remorse, only a remix. I am cold and distant yet warm and close to those who deserve to see that side of me, part of me, the heart of me. You find me so hard to understand in your world, the world you perceive to be so normal. I am deformed, scorned, reborn, I am me. I am a contradiction and a juxtaposition. My relief is release and only time will tell, all's well that ends well. I am unsweetened, unclean, been called a drama queen.


Encontrei isso algures...tal e qual...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

La raison d'être


Eu estava a pensar...estava a pensar no passado, no presente, no futuro, em tudo o que já me aconteceu. Estava em mais uma das minhas crises de existencialismo após ler Sartre ["Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos”] e estava a retirar todo o sentido que podia dessa frase e a tentar desculpar as minhas acções. Mas acontece que em vez de me desculpar, essa frase só me culpabilizou.
E agora eu estou aqui mesmo sabendo que não devia estar. Deveria estar enterrada nos livros, a revirar páginas inúteis e a decorar processos de separação e densidades dos corpos. Então que seja densidade, mas de outra coisa.
Densidade das dúvidas. Acho que poderia ser esse o titulo, dado que estou encurralada por entre duvidas e mais duvidas. Montanhas de duvidas que ninguém parece com muita vontade de esclarecer. Duvidas que surgem ao homem em momentos de pura absorção de concentração numa única acção.
Quando devotamos o nosso pensamento a uma e única coisa surgirão detalhes, pormenores, e (como mais não poderia ser) duvidas, que nós nunca imaginá-mos. Então acho que após um momento de reflexão e pensamento silencioso surgiu esta pergunta: “O que é a felicidade?”. Eu estranhei a pergunta feita por mim mesma. Que assunto mais rebatido e chato de ser sequer ouvido. No entanto avancei com as minhas suspeitas.
A felicidade revelou-se uma metáfora durante o tempo em que estive a pensar nela. Uma palavra que reúne nada mais nada mesmo todos os recursos estilísticos existentes. É o mais puro dos eufemismos, é uma metáfora, uma comparação, uma adjectivação e uma numeração. Uma metonímia, uma antítese, um pleonasmo e uma reversão. É ainda uma rima e uma eufonia, uma elipse, uma alusão, uma inversão, um eufuismo e um antorismo, sem pensar em quantos mais significados essa palavra pode adquirir.
Chega a ser até cruel pensar nisso, sendo que corremos o risco de nunca chegar a uma conclusão. Mas acontece que eu comecei com um ponto de partida, nunca com um ponto de chegada. Ao ponto de chegada, espero eu chegar, por muito que me atrase no cominho, penso que valerá a pena!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Ice Cold


Soneto de amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus, não digas nada...
Deixa a vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio

Não, não é amor, eu é que gosto do poema!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Enjoy the ice .


Ah, está frio. Na verdade, está muito frio.



O mundo cai, acho que não sinto nada,
Mas tu sais. Eu confesso, estava à tua espera.
Não sei porque, acho que te vou seguir desde a entrada.
Não sei porque, o mundo parece uma esfera.
Em cada linha recta, lá estás tu.
Eu sei, não estou a fazer sentido.
Mas ver-te tantas vezes parece déjávu.
Mas fui eu quem te procurou, quem me dera não ter sido.
Vou para um vacuo de silêncio,
Amanha vejo-te outra vez.
O Universo é imensso
Mas a vida, a ti, nada te fez.


Obs: Oej, já fiz aquilo. Podes comentar sem estar logado, assim não sabem o blog =P

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sleeping In Thoughts

Eu quero segui em frente, mas não consigo. Acho que há sempre alguma coisa que me faz voltar atrás. Estou me a prender demasiado a coisas que quase que poderiam ser sem importância se não fossem mais parte de mim do que eu. São pessoas. Na verdade, é uma pessoa. Mas não importa.

Outra coisa que eu tenho visto é que amigos meus e pessoas em quem eu confio têm vindo a cometer erros. Erros graves. Eu não sou nem nunca fui do tipo que apoia os amigos em todas as ocasiões, mas desta vez não sei bem o que fazer. Mal consigo distinguir o certo do errado.


Outro problema são as aulas. Alguém sabe estudar?
É que eu não sei nem nunca soube. Mesmo. E não posso descer as notas. Mesmo. E a minha vida está do pior. Mesmo. E não sei o que fazer...mesmo!
Aaaaahhhh.

Enfim, alguém me ajuda?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Labirintos e Clausura


Não parecias tu. Não sei porque, não me perguntes, mas não parecias. Não estavas diferente, estavas triste. Os teus olhos já não pareciam cor de avelã, estavam mais escuros. O teu cabelo não reflectia o Sol e a felicidade não irradiava o teu rosto. Não sei porque, só sei que não parecias tu.
Mas por entre palavras abafadas eu percebi que na verdade não eras tu, era eu. Era paixão, era loucura, era desejo reprimido por entre espasmos mudos, eram palavras, mas eu apercebi-me. Apercebi-me assim que pensei que o mundo não girava à minha volta. Girava à tua.
Conheces o complexo de édipo? É mais ou menos a mesma coisa só que sem afinidades familiares. É a mesma coisa que amor só que mais irracional, é paixão. A mesma coisa que amizade só que com desejo carnal. Oh, não me peças para explicar, tu sabes o que é. Sabes o que já sentiste, por outro alguém, talvez. Saberás por certo que não te procuro esquecer nem ter, visto que para mim os dois são-me nitidamente impossíveis.
São sonhos que tenho em que me esqueço de sonhar aquilo que realmente és. São sonhos onde vejo as tuas mãos enterlaçadas nas minhas, são sonhos. Fujo para longe para não ter de os enfrentar, mas no labirinto da minha cebeça tu apareces noite após noite. Fazeste sentir real e sempre que eu acordo ainda sinto o teu toque. Suave demais para ter sido um sonho. Bom demais para ser real.
Eu procuraria uma maneira de fugir disto, visto que estou atado, querendo por não querer. Desejando alguém que não me afasta nem me aproxima. Que me trata com uma distância que a meu ver é demasiado cruel. Fala-me a razão e diz-me que não podes. Que a distância por ti imposta é de facto obrigatória. Eu aceito mas não compreendo. Talvez se não fosse essa distância eu não teria de andar atrás de ti por entre labirintos espaçados, por entre sonhos mal sonhados.
Eu não quero, mas há outra saída sem ser querer? Sem ser escanecer de desejo implorando pela felicidade que nunca vem? Nunca saberás quem sou, nunca ousarei dizer-te-o. Só sei que te amo. Como te amo...


O texto foi escrito por um amigo meu e eu gostei, e então publiquei
=P

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Enjoy The Silence



Era melhor não falar-mos, às vezes...


Nunca vos aconteceu uma coisa que vos deixa a pensar em tudo o resto? Que de um momento para o outro vos faz crescer?
É estranho, mas isso aconteceu comigo, mesmo que eu nunca tenha achado que tal fosse possível. Sempre gostei da ideia de ser criança, porque tenho aquela noção de que enquanto somos crianças somos lives de responsabilidades, culpas e perigos. Mas acontece que à medida que o tempo passa nós crescemos é tudo cada vez pior.
Olhar para alguém e vermos outra pessoa. Viamos um amigo, mas ele mudou, e nós mudamos. Laços que se cortam e laços que se criam. Laços que não resistem.

Eu era livre de todas essas responsabilidades inúteis de que ninguém precisa e todos necessitam ao mesmo tempo. Era totalmente livre de tudo isso, mesmo que já as tivesse. Acho que as ganhei aos 11 anos, mas tenho sempre feito por as ignorar ou até mesmo brincar com elas.
Aquela coisa de um amigo confiar em vocês, e depois vocês trairem-no por causa de uma coisa insignificante, mas depois desculpam-se com o passado. Eu fazia muito isso. De dizer a alguém "amo-te" mesmo que na verdade não amassemos? Eu também fazia isso.
Mas acontece que por vezes passamos a gostar a sério, e com isso vem maior responsabilidade. Passamos a ser responsáveis por nós e por quem nós gostamos. Mesmo que essa pessoa não saiba, é como se a vida dela estivesse nas nossas mãos e fosse o nosso mais sagrado dever cuidar dela. Culpando-nos por coisas que nunca podemos evitar e por erros que não fomos nós a cometer. Preocupando-nos mais com essas pessoas do que com nós mesmos. Isso é péssimo.
Não há sentimento pior que esse. Num dia era-mos nós, no outro dia já não somos. Descemos do topo do mundo para o fundo mais rápido que o possível.
Eu sabia escrever. Acho que se lembram, como eu sabia escrever o ano passado. Mas este ano esqueci-me, e não foi por falta de pratica. As palavras não saem porque não há ninguém para as ler. Quer dizer, na verdade há, mas essa pessoa nunca as vai ler. Talvez porque eu não quero, talvez por ela não quer.
Enfim, acho que isso me deu a volta à cabeça, e o pior é que aconteceu hoje. Toda a gente sabe que o proposito do blog ia ser o clássico "dizer mal", mas acontece que eu já nem para dizer mal tenho paciência. Por isso dei uma ligeira mudança no blog, e vai ser simplesmente para falar sobre mim, o que é estrenho.

Oswaldo Montenegro - A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Música brasileira...
Saudades de ser criança...